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A estratégia
é simples e interessante, embora a execução técnica exija muito do
neurocirurgião: se o paciente sofre de crises epilépticas que envolvem
não apenas uma parte do cérebro, mas um hemisfério todo e não foi
possível controlar o problema com medicamentos, basta separar a parte
doente do resto do conjunto. E é isso mesmo o que se fazia: o
neurocirurgião simplesmente cortava e retirava a metade doente do
cérebro, deixando vazio o espaço correspondente dentro do crânio. Agora,
existe uma técnica muito mais vantajosa ao paciente e ao médico: em vez
de cortar e retirar a parte doente do cérebro, basta seccionar as fibras
que conectam um lado ao outro e, assim, interromper o fluxo de sinais
elétricos desordenados que se espalham do lado doente para o lado são. A
grande vantagem é que, embora seja uma cirurgia grande e importante, ela
é muito menos traumática por preservar a maior parte do hemisfério
cerebral afetado em seu lugar. |
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