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Proliferação neuronal na zona periventricular |
A figura inicial representa um corte do cérebro embrionário: em azul, vemos uma porção do interior de um ventrículo contendo o líquido cefalorraquiano; acima existem duas faixas em cinza mais escuro representando respectivamente, a camada periventricular mais embaixo e a região do futuro córtex cerebral acima. A histologia básica do córtex cerebral demonstra uma estrutura dividida em 6 camadas de células com intrincadas conexões entre si e com regiões próximas e distantes do cérebro. Ao clicar no primeiro botão desta animação, vamos entender como estas células se alojam em camadas subseqüentes no córtex cerebral e de que maneira estas complexões conexões se realizam. Os neurônios inicialmente se multiplicam na região próxima ao ventrículo e se preparam para a jornada rumo ao seu destino na parte mais externa do cérebro. |
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Migração radial e formação de sinapses |
Enquanto as células nervosas continuam se multiplicando, as mais maduras iniciam sua jornada rumo ao córtex. Elas descrevem uma trajetória radial e estacionam de forma organizada em camadas, seis ao todo. Ao longo da migração vão se conectando entre si e também com fibras que se estendem provenientes de várias regiões, próximas e distantes, como as fibras que se originam do outro lado do cérebro, do tálamo e dos núcleos da base. Observe a complexidade dinâmica envolvida nesta etapa: milhões de conexões são definidas neste momento da história embriológica do bebê, em combinações únicas, que poderão influir decisivamente no potencial de funcionamento do cérebro futuramente. |
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Patologia |
Quando a migração neuronal durante a embriogênese não ocorre de forma satisfatória, podemos ter como conseqüência várias doenças. Na displasia cortical, os neurônios não obedeceram ao padrão clássico das seis camadas consecutivas: alguns migraram até regiões além do ideal, enquanto outros estacionaram aquém de seu destino. Em nosso esquema, isto pode ser constatado pelas células de cores semelhantes distribuídas irregularmente e não em uma única camada. Já na heterotopia, além de migrarem de forma irregular até seus destinos no córtex cerebral, alguns neurônios estacionam antes mesmo de deixar a substância branca, criando verdadeiras ilhas de neurônios fora do lugar onde deveriam estar. |
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Comentários |
Em relação
à complexidade e variabilidade sutil das conexões entre os neurônios e
núcleos distantes do cérebro, algumas observações interessantes podem
ser feitas. Até que ponto uma conexão atípica pode se mostrar positiva
ou negativa no desempenho social do indivíduo adulto? A história da
humanidade está repleta de exemplos de personagens brilhantes em
determinadas áreas do saber e sofríveis em outras simultaneamente. A
própria dislexia que é uma condição que torna a comunicação difícil
(leitura, escrita e fala) pode ser causada por uma arquitetura não
ideal da rede neuronal. No entanto, nem sempre isto significa
incapacitação total e definitiva do indivíduo. Existem disléxicos que
brilharam em suas vidas simplesmente, talvez, por terem encontrado uma
atividade que lhes permitiu explorar ao máximo seu potencial especial.
Falamos de pessoas como Albert Einstein e Walt Disney, duas
personalidades magníficas no campo das ciências e das artes. Einstein apresentava rendimento baixíssimo na
escola desde criança, chegando até a ser rotulado como mentalmente
incapaz pelos seus professores. Mais tarde, este mesmo jovem
revolucionaria a ciência e a história da humanidade com suas idéias
originais e espetaculares na interpretação física do Universo. É claro
que a história biográfica do indivíduo também desempenha papel
marcante no desenvolvimento consolidação de suas habilidades físicas e mentais, mas o
aparato biológico a partir do qual e sobre qual estas experiências se
processam é de fundamental importância.
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